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Flávio Bolsonaro pede a Trump para adiar o "tarifaço" para depois das eleições, agora seria vantagem política para Lula

Flávio Bolsonaro pede a Trump para adiar o "tarifaço" para depois das eleições, agora seria vantagem política para Lula

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Da redação sucursal do imprensa livre em Brasília 

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou formalmente um documento ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e se reuniu com a cúpula de Donald Trump pedindo o adiamento da tarifa de 25% proposta pelos americanos sobre os produtos brasileiros.
 

No documento, Flávio argumenta que aplicar o "tarifaço" às vésperas das eleições de outubro de 2026 acabaria virando uma vantagem política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 

Segundo a carta do senador, a taxação imediata "recompensaria os infratores", pois daria força ao discurso de soberania e à narrativa de Lula de que os EUA estão atacando a economia brasileira, inflamando o sentimento anti-americano nas urnas.
 

Ele sugeriu um adiamento (de 180 dias prorrogáveis) para dar tempo de a oposição e os setores produtivos se organizarem e abrirem uma negociação bilateral de "boa-fé" com a Casa Branca após o pleito.

 

A gestão de Donald Trump propôs a sobretaxa de 25% após uma investigação (conhecida como "Seção 301") concluir que o Brasil mantém práticas comerciais desleais.

 

Entre os pontos citados pelos americanos estão questões ligadas ao Pix (alegando desvantagem para empresas de pagamento dos EUA) e à pirataria em centros de comércio popular.

 

O Palácio do Planalto e o presidente Lula reagiram duramente à iniciativa, classificando a ida de Flávio aos EUA para tratar do tema como uma "intervenção estrangeira".

 

Lula subiu o tom no debate público, chamando a oposição de "traidores da pátria" e acusando a própria articulação da família Bolsonaro em Washington de ter ajudado a instigar o clima que levou às sanções americanas.

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