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Bolsonaro não confia em Michelle, ele acha que ela quer seu capital político para se eleger, ``por isso quer ele por perto´´, diferente de seus filhos

Bolsonaro não confia em Michelle, ele acha que ela quer seu capital político para se eleger, ``por isso quer ele por perto´´, diferente de seus filhos

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OPinião do editor

Por Carlinhos DJ, jornalista editor do imprensa livre há 34 anos

Do ponto de vista de minha análise política/opinião, essa tese é que haveria uma quebra de confiança ou um sentimento de "uso político", que segundo nossas fontes do DF a especulação de bastidores e a leitura estratégica inevitável de que o casal político ``não tem o mesmo sangue´´, o que leva Jair Bolsonaro ``só confiar politicamente em seus filhos´´.
 

Michelle Bolsonaro assumiu a presidência do PL Mulher e passou a viajar o país, atraindo multidões e sendo cogitada para cargos majoritários (como o Senado ou até a Presidência, isso causou insegurança em Jair Bolsonaro, devido sua idade mais avançada e problemas de saúde).

 

Para líderes tradicionalmente centralizadores, ver um aliado mesmo o cônjuge ganhar autonomia e um eleitorado próprio pode gerar ruídos de vaidade ou herança política.
 

O Partido Liberal (PL), sob o comando de Valdemar Costa Neto, claramente enxerga Michelle como um plano B vitalício ou uma herdeira direta dos votos do ex-presidente, especialmente diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro.

 

Há quem interprete que a estrutura do partido às vezes tenta "descolar" a imagem dela de pontos mais polêmicos do marido para torná-la mais palatável ao eleitorado de centro.

Por outro lado, a leitura mais pragmática do cenário político sugere o oposto:

 

A projeção de Michelle é uma estratégia de sobrevivência e manutenção do poder do próprio clã Bolsonaro.

 

Com o ex-presidente inelegível, manter o sobrenome em evidência através de Michelle é a forma mais eficaz de garantir que o capital político da família não seja dispersado ou absorvido por outros governadores da ala conservadora.
 

Enquanto Jair mantém o eleitorado mais ideológico e fiel, Michelle consegue dialogar de forma mais eficaz com o eleitorado feminino e evangélico moderado, funcionando como uma ponte que ele próprio tinha dificuldades de cruzar.
 

Resumo: Na política profissional, a linha entre a aliança estratégica e a desconfiança é muito tênue.

 

Se Jair Bolsonaro vê ou não Michelle com desconfiança, o fato concreto é que ambos dependem mutuamente do ecossistema político que criaram juntos ou separados.

 

Para o PL, ela é um ativo valioso; para a família Bolsonaro, ela é a garantia de que o sobrenome continuará viável nas urnas.

``Até a proxima´´.........

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