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Medicamento para combater a progressão do Alzheimer chega ao mercado brasileiro em junho, entenda quem pode usar

Medicamento para combater a progressão do Alzheimer chega ao mercado brasileiro em junho, entenda quem pode usar

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Por Fernanda Gomes da redação sucursal do imprensa livre em Brasília 

A notícia que circula hoje (19/04) confirma que o lecanemabe (nome comercial Leqembi), desenvolvido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen, tem previsão de chegada às clínicas e hospitais brasileiros em junho deste ano.
 


O lecanemabe é um anticorpo monoclonal que "limpa" o cérebro das proteínas beta-amiloides.

 

No Alzheimer, essas proteínas se acumulam e formam placas que destroem os neurônios.

 

Ao remover essas placas em estágios iniciais, o remédio consegue desacelerar o declínio cognitivo em cerca de 27%.
 

 

O valor base definido pela CMED é de aproximadamente R$ 8.108,94 por mês (sem impostos).

 

Com a aplicação do ICMS (que varia por estado, chegando a 18% na maioria), o custo mensal pode saltar para cerca de R$ 11.075,62.
 

Não é um comprimido.

 

O paciente precisa ir a um centro médico para receber infusões intravenosas a cada duas semanas.

 

Cada sessão dura cerca de uma hora.
 

 

É indicado estritamente para pacientes em estágio inicial (comprometimento cognitivo leve ou demência leve).

 

Ele não reverte danos já existentes, apenas ajuda a preservar a independência do paciente por mais tempo.

 

Antes de iniciar o tratamento, a Anvisa e os protocolos médicos exigem:

 

Confirmação de Amiloide:

 

É preciso comprovar a presença das placas no cérebro via exame de líquor ou PET-scan.
 

Teste Genético:

 

É necessário verificar a presença do gene APOE4.

 

Pacientes com duas cópias desse gene têm maior risco de efeitos colaterais graves, como inchaço ou sangramentos cerebrais (chamados de ARIA), e podem ser excluídos do tratamento.

 

Vale lembrar que o donanemabe (da Eli Lilly) também já foi aprovado pela Anvisa (em abril de 2025) e já existem decisões judiciais obrigando planos de saúde a custeá-lo.

 

A chegada do lecanemabe em junho amplia a concorrência e as opções terapêuticas no país.
 

Até o momento, não há previsão de incorporação desses medicamentos ao SUS ou cobertura automática por todos os planos de saúde, devido ao alto custo e à necessidade de infraestrutura para as infusões.

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