Posicionamento politico e ausência de nota (A) do (TCE-ES) desgasta votações no plenário na Câmara Municipal de Guarapari
Opinião do editor
Por Carlinhos DJ, jornalista editor do imprensa livre há 34 anos
É muito comum que, com a proximidade das eleições, o interesse pelas votações de rotina diminua.
Os vereadores passam a focar intensamente nas bases eleitorais, nas costuras partidárias e em discursos voltados para as redes sociais e palanques, deixando o trabalho técnico das comissões e do plenário em segundo plano.
O quórum fica arrastado e a produtividade tende a cair.
A perda de coesão na base aliada é o sinal mais claro de que o poder está se fragmentando.
Em anos eleitorais, o "salve-se quem puder" costuma prevalecer.
Vereadores que antes votavam de olhos fechados com o Executivo começam a se distanciar para:
Atender às demandas de seus próprios eleitores (que podem estar insatisfeitos com a gestão).
Negociar espaços em futuras coligações.
Evitar o desgaste de defender projetos impopulares na véspera da votação.
O Desgaste da Presidência (Sabrina Astori)
A relação entre a presidência da Casa e os demais parlamentares é sempre um cabo de forças.
Quando os vereadores percebem que a presidência possui privilégios ou um "passe livre" no Executivo que eles não têm, o sentimento de injustiça e isolamento cresce.
Uma liderança vista como "submissa" ou excessivamente alinhada à Prefeitura, em detrimento dos interesses do próprio funcionalismo do Legislativo, perde a capacidade de articulação e o respeito dos pares rapidamente.
A Câmara de Guarapari parece estar vivendo o tensionamento natural de um ano de transição.
Quem tem mandato quer renovar; quem está na oposição quer crescer; e quem estava no meio do caminho agora precisa escolher um lado.
O termômetro político subiu e, até as urnas se fecharem, a tendência é que as sessões fiquem cada vez mais inflamadas e menos produtivas.
Esse é um ponto central e legítimo de debate em qualquer gestão pública.
Nota (A) emitidos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES)
Índices, notas e selos de transparência ou governança emitidos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES) — como os critérios de Transparência Cidadã, onde os órgãos recebem classificações (como "A", "Ouro", "Diamante") — funcionam como um termômetro direto da eficiência administrativa.
Quando uma gestão, como a da presidente da Câmara de Guarapari, Sabrina Astori, deixa de atingir a nota máxima ou sofre cobranças desses órgãos reguladores, o impacto político e social costuma seguir duas linhas claras.
Pelo lado da cobrança (População e Vereadores) e desconforto citado é uma reação natural de fiscalização.
A ausência de avaliações de excelência gera munição política para a oposição e levanta dúvidas legítimas na população sobre a clareza e a aplicação dos recursos públicos no Legislativo.
Para os vereadores, a cobrança é ainda mais direta, pois a imagem da Casa de Leis afeta a todos de forma coletiva.
Em cenários de desgaste ou notas abaixo do esperado, o argumento técnico de defesa geralmente foca em prazos de adequação, transição de sistemas ou pendências burocráticas herdadas que demandam tempo para correção.
A cobrança por transparência e conformidade técnica com o Tribunal de Contas é um direito da população e um dever do parlamentar.
A resposta e as ações práticas da presidência para reverter esses indicadores e esclarecer os critérios técnicos avaliados são o que definirá a sustentabilidade política e a credibilidade da gestão daqui para frente.
``Até a proxima´´.........
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