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Assim como Jair Bolsonaro utilizava (o cercadinho) para atacar o STF, Trump utiliza suas redes sociais que alterna ameaças e aberturas repentinas para diálogo

Assim como Jair Bolsonaro utilizava (o cercadinho) para atacar o STF, Trump utiliza suas redes sociais que alterna ameaças e aberturas repentinas para diálogo

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Opinião do editor

Por Carlinhos DJ, jornalista editor do imprensa livre há 34 anos

A situação é, de fato, tensa e o paralelo que eu faço em minha opinião entre o estilo de comunicação de Donald Trump e o do ex- presidente Jair Bolsonaro toca em um ponto central da política contemporânea: a estratégia do ultimato e da retórica direta.
 

 

No dia 7 de abril de 2026, Trump anunciou a suspensão dos ataques ao Irã por duas semanas após conversas mediadas pelo Paquistão.

 

Esse recuo estratégico ou "pausa para negociação"  é uma marca registrada do seu estilo, que alterna ameaças de destruição total com aberturas repentinas para diálogo.
 


A Política do "Cercadinho" Global

 

Assim como Bolsonaro utilizava o espaço físico do Alvorada (o cercadinho) para lançar ataques diretos a instituições como o STF e ao ministro Alexandre de Moraes, Trump utiliza suas redes sociais (especialmente a Truth Social) para contornar a diplomacia tradicional e fazer ataques.
 

 

No Brasil, o foco era o Judiciário; para Trump, o alvo atual é o regime iraniano e o controle do Estreito de Ormuz.
 

 

Ambos utilizam um tom que soa mais como uma conversa direta com seus apoiadores do que como um comunicado oficial de Estado, o que gera uma sensação constante de crise iminente.

 

A decisão de suspender os ataques lembra momentos em que a tensão entre o Executivo e o Judiciário no Brasil parecia chegar ao ponto de ruptura, seguida por uma nota de pacificação ou um recuo estratégico. 

 

Trump ameaçou levar o Irã à "Idade das Pedras" e deu um ultimato de 48 horas.
 

 

Ao expirar o prazo, ele anunciou a pausa de 15 dias, alegando ter recebido uma proposta viável de 10 pontos.

 

A comparação é válida porque ambos os líderes personificam o conflito.

 

Não é apenas o "Estado brasileiro contra o STF" ou os "EUA contra o Irã", mas sim a figura do líder enfrentando um "inimigo" específico.

 

Isso mantém a base de apoio engajada e mobilizada através do medo e da expectativa de uma ação decisiva.
 

 

O Irã enviou uma proposta de paz que os EUA consideraram "viável para negociação".
 

Essa "pausa" traz um alívio temporário para o mercado global (especialmente o petróleo), assim como na política brasileira.

 

A dúvida que fica é se estamos diante de uma solução real ou apenas de um reagrupamento antes do próximo confronto, como o discurso do pré-candidato a presidência Flávio Bolsonaro 2.0 que tenta passar uma imagem de direita moderada.

 

``Até a próxima´´

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