Desgastes de Trump com desaprovação de 63%, guerras, alta de combustíveis e taxação do Brasil pode refletir na pré campanha de Flávio Bolsonaro que começou nos EUA
Opinião do editor
Por Carlinhos DJ, jornalista editor do imprensa livre há 34 anos
Minha opinião política é fundamentada no cenário atual de 2026.
A estratégia da família Bolsonaro sempre foi muito espelhada no Trumpismo, e agora que Donald Trump voltou à Casa Branca, os bônus e os ônus dessa aliança ficam muito mais evidentes para o eleitor brasileiro.
Diferente do primeiro mandato, o Trump "versão 2025-2026" enfrenta uma economia muito mais instável.
A Crise dos Combustíveis Com o agravamento dos conflitos no Oriente Médio (especialmente as tensões com o Irã e o bloqueio no Estreito de Ormuz), o preço do galão de gasolina nos EUA ultrapassou os US$ 4, um gatilho histórico de impopularidade por lá.
Como Flávio Bolsonaro baseia parte do seu discurso na competência da direita em gerir a economia, a inflação americana sob o comando de seu maior aliado vira munição para os adversários no Brasil
A Queda na Aprovação de pesquisas recentes mostram que a aprovação de Trump caiu para a casa dos 40%.
Flávio tem feito movimentos claros nos EUA (como discursos no CPAC e reuniões no Texas) para se consolidar como o herdeiro legítimo do capital político de seu pai, chancelado por Trump.
Dados da Quaest de março de 2026 indicam que o apoio de Trump é visto de forma negativa por 32% dos brasileiros, enquanto apenas 28% o veem como algo positivo.
A rejeição de um acaba alimentando a do outro.
Trump voltou com uma postura externa mais agressiva, o que tem gerado resistência não só nos EUA, mas preocupação internacional.
Para a pré-campanha de Flávio, isso cria um campo minado.
Ele precisa decidir se apoia integralmente as intervenções militares de Trump (correndo o risco de ser visto como "submisso" a interesses estrangeiros) ou se mantém uma distância segura (o que enfraqueceria a imagem de aliado fiel).
Resumo da opinião:
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro nos EUA foi desenhada para ser um "banho de prestígio", mas o momento difícil de Trump transformou o que seria um trunfo em um risco de imagem.
Se a economia americana não reagir e os combustíveis continuarem altos, o discurso de "prosperidade conservadora" pode chegar às eleições brasileiras de 2026 bastante esvaziado.
``Até a próxima´´
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