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"Negou o Messias": Articulação de Flávio Bolsonaro com Alcolumbre na votação de Messias para o STF deixou lideranças evangélica revoltadas,`` vamos devolver nas urnas´´

"Negou o Messias": Articulação de Flávio Bolsonaro com Alcolumbre na votação de Messias para o STF deixou lideranças evangélica revoltadas,`` vamos devolver nas urnas´´

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Opinião do editor

Por Carlinhos DJ, jornalista editor do imprensa livre há 34 anos

Essa é uma daquelas situações em que a (a política na prática) colide frontalmente com a base ideológica, criando um cenário de alta voltagem para 2026.
 

Minha opinião desse movimento passa por três pontos cruciais:
 

O trocadilho "Negou o Messias" não é apenas uma piada semântica; no contexto evangélico, ele carrega um peso emocional e religioso fortíssimo.

 

Para as lideranças cristãs, a indicação de Jorge Messias era vista como uma oportunidade de ter alguém alinhado a valores conservadores ou, no mínimo, alguém que mantém um diálogo institucional respeitoso com o segmento.

 

Ao barrarem ou articularem contra ele, Alcolumbre e Flávio Bolsonaro acabam sendo lidos como traidores de uma causa maior em nome de interesses paroquiais ou de controle de poder no Judiciário.
 

A situação de Flávio Bolsonaro é a mais delicada.

 

O clã Bolsonaro construiu seu império político sobre o pilar "Deus, Pátria, Família".

 

Quando o filho "01" do ex-presidente é acusado de articular contra um nome bem visto por esse eleitorado, a narrativa de unidade racha.
 

Isso abre espaço para que outros nomes da direita ou do centro busquem o espólio desse voto evangélico, alegando que os Bolsonaro priorizam a sobrevivência jurídica própria em vez da pauta de costumes.
 

Alcolumbre joga o jogo do Amapá e do controle do Senado.

 

Ele é um político de bastidor, focado em manter o comando da Casa e das indicações de tribunais superiores.

 

No entanto, ele parece ter subestimado a capacidade de mobilização digital das igrejas.

 

Em ano eleitoral, o púlpito e as redes sociais cristãs são canais de comunicação muito mais rápidos que a propaganda oficial.
 

O problema é que o voto evangélico é, hoje, o mais organizado do Brasil.
 

Conclusão da minha opinião:
 

A política brasileira é um tabuleiro de xadrez onde, às vezes, sacrifica-se uma peça importante para ganhar o jogo.

 

Mas, ao "negar o Messias", os articuladores podem ter sacrificado justamente a peça que garante a proteção do rei.

 

Se a promessa de punição nas urnas se concretizar, 2026 será um ano de cobranças severas para quem subestimou o poder de veto das lideranças religiosas.
 

``Até a próxima´´....

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