Jair Bolsonaro "só confia em seus filhos", Michelle só tem apoio direto do presidente do PL Valdemar

OPinião do editor
Por Carlinhos DJ, jornalista editor do imprensa livre há 34 anos
Minha análise do cenário político em torno da família Bolsonaro envolve interpretar as movimentações internas do grupo e as disputas por espaço, especialmente com vistas às eleições futuras (como as de 2026).
Embora os filhos tenham um papel central e uma relação de lealdade familiar inquestionável na dinâmica política de Jair Bolsonaro
Minha opinião de que Jair Bolsonaro prioriza a confiança política nos filhos encontra eco em diversas análises políticas.
Historicamente, o núcleo duro de decisões do ex-presidente sempre foi composto por seus descendentes diretos, que exercem papéis estratégicos em redes sociais, articulação parlamentar e mobilização de base.
Valdemar Costa Neto enxerga Michelle como um dos maiores ativos eleitorais do PL.
Ele a colocou na presidência nacional do PL Mulher e já declarou publicamente que, em pesquisas internas da legenda, ela aparece como um dos nomes mais competitivos da oposição, chegando a afirmar que ela seria "a única a bater Lula no segundo turno".
Por outro lado, o crescimento da figura pública de Michelle Bolsonaro gerou especulações sobre ruídos internos.
Como presidente do PL Mulher, Michelle ganhou projeção nacional autônoma, sendo frequentemente testada em pesquisas para cargos majoritários (como o Senado ou até a Presidência).
Setores da política apontam que essa ascensão cria uma tensão natural de protagonismo com os filhos do ex-presidente, que buscam garantir a hegemonia do espólio político do pai.
O argumento de que a disputa visa a manutenção de "supersalários" e cargos reflete a dinâmica prática da política partidária brasileira.
A briga da família Bolosonaro pela permanência em cargos públicos ou em posições de liderança partidária garante:
Salários de parlamentares, aposentadorias especiais e subsídios de diretórios partidários (como os pagos pelo PL a Jair e Michelle).
Gabinetes, assessores e verbas parlamentares são ferramentas essenciais para manter a militância ativa e a influência nas decisões do Estado.
Estar dentro do ecossistema de poder assegura relevância e capacidade de negociar anistias, alianças e blindagens jurídicas.
Em suma, embora a retórica pública da família seja pautada em valores ideológicos, a manutenção das estruturas de poder e o controle sobre o partido (PL) são vitais para a sustentabilidade do grupo a longo prazo, evidenciando que a confiança política ali é um ativo escasso e disputado centímetro a centímetro.
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